Jardineiros ruminantes em Paris by clarissa morgenroth

A prefeitura de Paris resolveu trocar as máquinas de cortar grama por carneiros! Como teste, um grupo de carneiros “cuida” da grama em frente aos Arquivos Municipais da cidade. Se der certo, irão espalhá-los pelas praças parisienses e então, como os bancos e os postes, os carneiros farão parte dos espaços públicos da cidade. Nada mais acertado para uma cidade que tem investido muito em hortas urbanas, tetos verdes e cozinhas comunitárias.

Jardim Suspenso by clarissa morgenroth

Fica em Dublin uma das maiores hortas urbanas do mundo. Só que para encontrá-la, é preciso olhar para os céus, porque a horta está sobre o telhado de uma antiga indústria de chocolate. Iniciada por um corajoso indivíduo que comprou os direitos de usar esse telhado, hoje a horta conta com muitos voluntários e tem tido uma grande produção de alimentos.


Balada na Praça by clarissa morgenroth

A Yalp criou uma mesa de DJ para praças urbanas, de modo que qualquer um possa difundir sua musica e mostrar suas qualidades mixando-as. A ideia é incentivar o uso dos espaços públicos pelos jovens, chamando-os para se expressarem através dessa linguagem universal que eles conhecem tão bem.


Intervenção urbana na Vila Ipojuca by thais russo

Esse final de semana teve festa na Viela Paschoal Astolpho, na Vila Ipojuca. O projeto foi concebido pelo escritório DBB-Arquitetura da Convivência há mais de um ano como parte de uma série de micro intervenções urbanas para a região da Vila Ipojuca. De um lado, uma série de pórticos cercados por pintura azul dão a sensação de um túnel aquoso para aquele que entra, remetendo ao rio que por lá já passou. Na outra entrada um lindo mural pintado pelo artista Rui Amaral. A festa de inauguração foi organizada pelos coletivos Café na Rua e Conexão Cultural e a obra toda financiada pela empreendedora Idea!Zarvos.

Importância dos espaços públicos de convívio by clarissa morgenroth

(ou dos espaços onde A VIDA PBLICA se dá: entende-se aqui o que “espaço publico” engloba a rede de espaços de uso comum, ás vezes de natureza pública per se, como as praças municipais, assim como os locais privados como pátios de shopping centers, mercados, etc.)

Os espaços públicos funcionam como uma grande sala de estar ao livre.

1.       Importância social:

a.       Importância do ócio: necessidade humana de parar e se distanciar da rotina, como mecanismo de defesa contra a natureza repetitiva ou maçante da vida adulta

b.       Importância da brincadeira (humor): o humor no homem adulto é a capacidade de se entender errado sem se autodestruir e reconhecer-se errado com prazer é extremamente liberador.

Para as crianças, mais do que liberador, é na brincadeira que ela acha espaço para seu desenvolvimento psíquico e físico. Sem esse espaço, nossas crianças não se tornarão adultos totalmente saudáveis, fazendo uso de todos seus potenciais

c.       Importância do encontro/convívio: se as cidades foram criadas para a troca, é nos espaços públicos que se pode trocar e unir o que em outros momentos e lugares da cidade não poderia acontecer. A mescla de idades, crenças, raças e diversos níveis socioeconômicos acontece nas nossas ruas, mercados, praças e eventos públicos. Sem isso, nossa sociedade estagna no impasse da intolerância e do medo. É no espaço publico que se forma e se fortalece a identidade de uma vizinhança, e com ela a sensação de pertencimento.

d.       Importância do encontro fortuito: somente nos centros urbanos podemos ser conhecidos e anônimos. Essa é uma característica vital que permite o equilíbrio da nossa natureza social, onde o grupo e o individual tem de ser eternamente negociados. Contar a tragédia familiar ao açougueiro amigo, ou a um conhecido na praça significa expressar uma angústia sem a preocupação de um retorno crítico ou significativo.

 

2.       Importância econômica: espaços públicos de sucesso valorizam o entorno e tornam o mercado imobiliário mais atrativo. Praças, parques, calçadões também atraem serviços e empresas, atraindo o público e o comércio, numa sinergia de desenvolvimento socioeconômico saudável

 

3.       Importância na segurança: o uso do espaço aberto, público, diminui as distâncias entre os diferentes grupos de uma comunidade, vencendo barreiras de preconceito de maneira orgânica e as vezes inconsciente, portanto profunda e duradoura. A noção, por exemplo, de que os jovens tem intenções equivocadas  no uso da cidade e do espaço público, é na maioria das vezes um preconceito que se desfaz com facilidade se houver abertura e condições apropriadas para que usufruam desses espaços. Esse convívio diminui a sensação de insegurança, abrindo mais possibilidade de uso dos espaços, que por sua vez se tornam efetivamente mais seguros porque usados e queridos por grupos que o observam e deles cuidam

 

4.       Importância na qualidade ambiental e na saúde das cidades:

 

a.       Os espaços públicos tecem na cidade uma rede de fluxos que independem do carro e reforçam e precisam ser reforçados pelo uso do transporte público e de meios alternativos de transporte como a bicicleta

b.       Se plantados, tornam-se pulmões verdes contra as ilhas de calor urbano, oferecendo também permeabilidade para a drenagem. Em Curitiba, por exemplo, o sistema de parques nos fundos de vale funciona também como um poderoso e eficiente sistema de infraestrutura de drenagem, que dá conta das águas pluviais excedentes sem grandes transtornos ou grande obras de infra

c.       Oferecendo espaço para usos esportivos e atividades físicas, os espaços públicos também se tornam importante instrumento na prevenção de doenças e na manutenção de pessoas saudáveis, propiciando condições para o combate a tendências como a obesidade, que hoje ja se espalha pela população infantil.

 

Observações (ainda soltas):

1.       Bons espaços públicos são aqueles que conseguem ser flexíveis e acolhedores para os diferentes players de uma comunidade: uma praça de vizinhança pode receber os idosos pela manhã, crianças á tarde e jovens á noite. Vale lembrar que as pessoas é que formatam o espaço publico, mais do que os espaços formatam as pessoas.

2.       Alguns grupos são segregatórios, é bom pensar em mecanismos que evitem, por exemplo, a expulsão dos idosos e jovens. A percepção de que jovens tem intenções antissociais é em geral errônea. O bom espaço público tem natureza democrática e não dedicada

3.       O espaço público mais efetivo é local, da vizinhança; é ali que a identidade de um grupo se afirma, onde o reconhecimento de um bairro se forma. Eles são, por excelência, os “espaços de cola” dos diferentes personagens e grupos de uma comunidade

4.       Ênfase do governo nos quesitos de segurança podem distorcer o entendimento e uso que cada comunidade dá a seu espaço. Vale lembrar que o espaço usado é o mais seguro e há um equilíbrio delicado entre aquilo que e percebido como ameaçador em certas comunidades e a saúde de convívio da mesma

 

A Lâmpada que ajuda by thais russo

A LumiAID é uma lâmpada renovável, maleável e à prova d’água, energizada por uma placa solar que pode durar de 8 a 16 horas, dependendo do nível desejado de luz. Ela foi desenhada por duas estudantes de arquitetura da Universidade de Columbia, em nova York, como resposta ao terremoto no Haiti em 2010. Porque é inflada de ar, LumiAID pode ser facilmente esvaziada para estocagem e não contem nenhum elemento que quebre, sendo de fácil transporte. Essas características fizeram de LumiAID um elemento importante nos desastres naturais, mas se você gosta de acampar, por exemplo, pode comprar uma dessas no site da Amazon: http://www.amazon.com/LuminAID-Solar-Inflatable-Light-Semi-Transparent/dp/B00CPX0EWO

 

Máquinas de Comida Natural by thais russo

As máquinas automáticas de comida são em geral associadas à venda de salgadinhos e refrigerantes e um estilo de vida ligado ao “fast-food”. De olho em pessoas que não querem (ou não podem) abdicar desse estilo, mas que gostariam de ter hábitos alimentares melhores, alguns grupos estão lançando máquinas que oferecem lanches e comidas saudáveis. Em Chicago, EUA, a Geladeira da Fazenda  dispensa saladas frescas em potes de vidro. Para garantir a qualidade, as saladas são preparadas todos os dias de madrugada, com vegetais frescos, e distribuídas às 10:00 horas da manhã para consumo. 

Casa em forma de ovo by thais russo

O Blob VB3 parece um ovo gigante, até que sua ponta se abre e pode-se ver lá dentro um ambiente, com prateleiras, banheiro e cama. Construído como a extensão de uma casa pré-existente, pode-se trabalhar e dormir dentro do ovo.

Bicicletas musicais em NY by thais russo

Como parte do “Summer Streets” em Nova York, festival de rua que espalha atividades para pedestres e bicicletas na cidade durante o verão, o escritório Stereotank instalou bicicletas musicais no Astor Place, coração da vida estudante no baixo-Manhattan. O instrumento funciona à base da pedalada, com uma engenhoca feita de plástico conectada a duas bicicletas paradas. Com o acionar do pedal as engenhocas giram e o som é produzido. Vale a pena ver o vídeo: http://www.stereotank.com/Cyclo-Phone.

Casa-cápsula no Japão by clarissa morgenroth

Construída em 1972, a torre “Cápsula Nagakin” é uma torre formada pela união de vários módulos pré-fabricados, as “cápsulas”. Cubos de 3.8 por 2.3 metros foram fabricados fora do local e depois de trazidos foram presos às torres de elevador por quatro grandes parafusos. A ideia é que pudessem ser trocados quando conveniente.

Cada cápsula foi construída com uma parede de armários e aparelhos embutidos, contendo fogão, geladeira, TV e aparelho de som, assim como um pequeno banheiro, tipo de avião. As cápsulas foram pensadas para serem usadas como apartamentos ou escritórios e hoje apenas 30 das 140 unidades estão sendo usadas. Parece que nem os japoneses aguentaram tanto aperto!


Edifícios inteligentes para comunidades carentes by clarissa morgenroth

O “Estudio Rural” é uma iniciativa da Universidade de Auburn, nos EUA, onde estudantes de arquitetura se unem para projetar e construir equipamentos públicos e residências em áreas pobres e carentes do sul americano. Os estudantes concebem projetos de baixo custo, utilizando materiais alternativos ou doados. O resultado tem sido incrível, e inclui uma fachada construída com vidros de para-brisa de carros, um dormitório com paredes de papelão picado e uma casa cujas paredes foram construídas com fatias de carpete.


Cinema Parasita by clarissa morgenroth

Um grupo de arquitetos na Nova Zelândia instalou um “cinema instantâneo” nos degraus de entrada de um edifício no centro de Auckland. Com a simples instalação de um projetor sob uma cobertura leve e à prova de água, o grupo OH.NO.SUMO transformou uma esquina movimentada da cidade em um ponto de diversão e encontro, onde 7 pessoas podem se sentar e ver filmes de curta duração. A programação é sugerida e “curada” através da mídia social, onde qualquer um pode sugerir o programa.

Instalações como essa promovem oportunidades de encontro com o novo e de convívio com outras pessoas através da ruptura do que é normal e rotineiro. Com humor envolvem aqueles que usam a cidade, levando a um novo olhar e à uma nova reflexão sobre nossos espaços públicos.


Jardins-bolha em Paris by thais russo

Inspirada numa estatística que demonstrou que 8 entre 10 franceses têm plantas dentro de casa, o artista Amaury Gallon construiu quatro estruturas transparentes em forma de bolha com jardins nas ruas de Paris. Seguindo a máxima de Andy Warhol de que todos devem ter seus “15 minutos de fama”, a Câmara Holandesa de Comércio de Flores patrocinou as instalações para que os parisienses tivessem seus “15 minutos de verde”.

Na exposição, intitulada “Minha Bolha, Minha Planta e Eu”, cada uma das “bolhas” continha um jardim diferente, entre eles uma floresta tropical e uma coleção de orquídeas. Durante o inverno parisiense a experiência de adentrar um jardim abundante de plantas e cheiros era reveladora.   

Labirinto paras escalar by thais russo

O coletivo Numen/For Use, formado por integrantes croácios e austríacos, usou a lógica interna de estruturas infláveis para desenhar um labirinto em três dimensões, um brinquedo para escalar. Dentro de um espaço branco e hermético, cercado de linhas ortogonais nos três eixos dimensionais, acabaram criando um espaço que parece infinito. É só entrar e brincar!

Eco-Grafiti by thais russo

Grafiteiros agora têm a opção de substituir tintas e sprays, em geral feitos com substâncias químicas e tóxicas, por um material bastante natural: o musgo! Usando iogurte, água e açúcar para fazer a mistura, é possível criar um lindo grafite natural, que cresce e aparece com o crescimento do musgo usado. No site http://www.wikihow.com/Make-Moss-Graffiti você pode pegar a receita.

A casa mais estreita do mundo by thais russo

O arquiteto polonês Jakub Sczesny desenhou e construiu o que deve ser a casa mais estreita do mundo! A casa tem 1.22 metros de largura na sua parte mais larga e apenas 72 centímetros na parte mais estreita e foi construída em uma nesga entre  dois edifícios existentes. Só vendo as fotos para acreditar!

Hotel com quarto submerso no mar by thais russo

O Hotel Manta, na costa da Tanzânia, oferece a opção de um quarto submerso nas águas do Oceano Pacífico. Literalmente. Se sua opção for dormir ali, o que você verá da janela são peixes, algas e muita água. Incrível! 

Praia no centrão de Detroit by thais russo

Com o recente pedido de falência Detroit mostrou ao mundo que não vai bem. No entanto, ao contrário do que se suporia, a cidade está reagindo graças à tenacidade e coragem de instituições privadas, ONGs e um grande esforço comunitário. Juntas, algumas dessas organizações resolveram trazer vida ao centro da cidade, hoje bastante esvaziado.

 Um dos projetos planejado para a área foi uma praia temporária no Campus Martius, uma das praças importantes da cidade. Com cadeiras coloridas, decks e areia, o projeto complementa uma série de outras iniciativas, chamando a todos para um passeio no centro.

 

Escolas com hortas by thais russo

A cidade de Burnley, na Inglaterra, perguntou aos seus professores como a natureza poderia ensinar a viver no século XXI e as respostas, na sua maioria, estressaram a importância de interconectividade: a natureza como marco de que pertencemos a um mundo maior do que aquele ao nosso redor. Assim, criou-se um programa para cada escola pública da cidade estabelecer e manter uma horta, onde estudantes, professores e a comunidade participam.

 Muitas das escolas plantaram frutas e nozes, criando no processo uma série de projetos paralelos, como mecanismos de irrigação, pequenas estufas construídas com material reciclado e cursos relacionados ao bem-estar, trocando informação, produtos e know-how entre si. Tudo isso faz parte de um projeto maior chamado “Pop-up Farm”, que já implantou jardins e hortas na Europa, Ásia e África, conectando diversas comunidades ao redor do mundo. 

Abrigo de origami by thais russo

Para lidar com o problema de mais de 58.000 moradores de rua na cidade de Los Angeles a arquiteta Tina Hevespian criou uma organização em volta do seu abrigo de papelão batizado de Cardborigami. O Cardborigami é feito de papel reciclado, é resistente à água e duas pessoas podem montá-lo em meia hora. Depois da primeira montagem ele pode ser dobrado e guardado ou carregado com facilidade. A ideia da organização é dar auxílio aos moradores de rua e ajudá-los na transição para a reintegração social.