Loteamento Entreverdes Campinas

Campinas | SP , 1.700.000 m2, 2015 (projeto)

Pela situação e escala, sabemos que o desenvolvimento do novo bairro terá impacto imediato em um setor inteiro da cidade, com potencial para se transformar num importante conector urbano, tornando-se polo gerador de atividade e energia. A isso se alia a maciça presença de fauna e flora nativa, com quase 30% da área da gleba dedicada à sua preservação, bem ao meio da cidade consolidada, apresenta uma oportunidade única,de difícil réplica, podendo se tornar o principal valor de atração para o empreendimento.

Assim, propusemos um desenho que começa levando em conta a estrutura natural do lugar, traçando um viário que se adéqua à topografia e aos caminhos das águas e tentando protagonizar a mata de Santa Genebrinha, para criar um projeto que objetiva a consolidação de um novo bairro baseado em princípios urbanísticos de sustentabilidade e vida em comunidade.

DIRETRIZES DO DESIGN                                    - O novo bairro se apresenta como uma continuidade mata, ou seja, além de ruas e alamedas fartamente arborizadas, o bairro adotará corredores verdes dispostos como parque lineares nas bordas das áreas verdes, somados à expansão do Parque do Rio das Pedras prevista.                                                - A principal diretriz viária no sentido Leste-Oeste se dará por uma via-parque, marginada um parque linear, que também terá função de drenagem e regulador de vazão das águas pluviais.                                                             - A implantação viária foi toda pensada para que haja a condução natural das águas pluviais, com o uso de sistemas naturais de drenagem e absorção dessas águas.                 - Um bairro completo caracteriza-se pela diversidade de usos e ocupações que ele apresenta. No entanto, muitas vezes esses usos aparecem aglutinados por similaridade, criando zonas desprovidas de serviços e atividades.                                                        - Para incentivar a multiplicidade de usos e evitar o zoneamento que cria bolsões mono-funcionais, o projeto foi concebido tendo como unidade padrão um pocket block, com a extensão máxima permitida pela legislação de 180 por 180 metros, caracterizada por uma alameda interna que atende a uma faixa lindeira de lotes unifamiliares. Em suas extremidades, ao longo das vias principais, estão os lotes destinados ao uso misto e à edifícios multi-familiares.